A taxa de câmbio doméstica encostou novamente na marca de R$ 1,78, mas sem sustentar a cotação ao longo da tarde, numa sessão marcada pela ausência dos mercados americanos por conta de um feriado local. Sem a referência de Nova York, o volume de negócios tradicionalmente tende a esvaziar. A taxa teve uma queda moderada, após cinco dias consecutivos de alta.
Dessa forma, o dólar comercial encerrou o dia sendo trocado por R$ 1,767, valor de venda, nas últimas operações, o que significa um decréscimo de 0,28% sobre a cotação da semana passada. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,780 e R$ 1,766. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,880, sem variação sobre a taxa de sexta.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em alta de 0,93%, aos 69.619 pontos. O giro financeiro é de R$ 8,55 bilhões. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,72%.
O Boletim Focus, preparado pelo Banco Central, revelou que a maioria dos economistas de bancos e corretoras ajustou para cima suas projeções para a taxa Selic deste ano --de 11% ao ano para 11,25%-- A taxa está atualmente em 8,75%. A taxa de câmbio projetada para dezembro foi ajustada de R$ 1,74 para R$ 1,75.
O Ministério do Desenvolvimento apontou deficit comercial (importações maiores que exportações) de S$ 592 milhões na segunda semana do ano. Com isso, 2010 acumula um deficit de US$ 967 milhões na conta comercial. Profissionais de mercado citam a perspectiva de que a balança comercial tenha um superavit menor neste ano na comparação com 2009 (devido à recuperação das importações) como um dos fatores de pressão sobre o câmbio.
Juros futuros
O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, manteve as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo.
A FGV apontou inflação de 0,78% na segunda semana de janeiro, pela leitura do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), calculado até o dia 15. O indicador é 0,27 p.p. (ponto percentual) maior que o observado na divulgação anterior.
No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista passou de 9,70% ao ano para 9,72%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada permaneceu em 10,27%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.
Fonte: Folha Online